Um território que busca gerar mais valor a partir da bioeconomia
Ji-Paraná e sua região, que inclui os municípios de Cacoal, Rolim de Moura e Ouro Preto do Oeste, estão inseridos na tipologia da Amazônia Desmatada, marcada por um intenso processo de conversão da floresta para atividades como a pecuária e a agricultura convencional.
A bioeconomia surge como uma oportunidade para reorganizar a economia local, fortalecendo cadeias produtivas já existentes, ampliando a geração de renda e promovendo maior autonomia para o território.
Embora a região possua uma base produtiva consolidada, ainda enfrenta desafios como a baixa retenção de valor, a dependência de intermediários e a pressão sobre os recursos naturais. O EcoAm atua para fortalecer negócios, organizações e conexões locais, contribuindo para que o valor gerado permaneça na própria região.
A bioeconomia já faz parte da realidade de Ji-Paraná e dos municípios do entorno, impulsionada por cadeias produtivas ligadas ao cacau, mel, pescado, castanha, produtos da sociobiodiversidade, agricultura familiar, turismo e cultura. O desafio do território não está na capacidade de produzir, mas em fortalecer a organização coletiva, ampliar a agregação de valor e criar conexões mais diretas com mercados e fontes de financiamento.
É a partir dessa realidade que o EcoAm desenvolve sua atuação. A iniciativa busca fortalecer a gestão de cooperativas, associações e pequenos negócios, incentivar o beneficiamento local, ampliar o acesso ao mercado e apoiar instrumentos de financiamento adequados às características do território. Ao mesmo tempo, promove a articulação entre organizações, políticas públicas e atores locais para fortalecer a bioeconomia como estratégia de desenvolvimento regional.
Nossa atuação parte do princípio: fortalecer aquilo que o território já possui. Ao investir na organização coletiva, na qualificação dos produtos, no acesso a mercados e na valorização da identidade amazônica, buscamos ampliar a capacidade do território de gerar renda, reter valor e construir um modelo de desenvolvimento baseado na autonomia econômica e no fortalecimento das comunidades.
Entre as principais cadeias produtivas identificadas no territórios estão:
Cacau
Mel
Pescado
Castanha
Óleos vegetais
Artesanato
Biojoias
Produtos da sociobiodiversidade
Turismo e experiências
Cultura
Agricultura familiar
O fortalecimento dessas cadeias passa pela superação de desafios como a dependência de atravessadores, a baixa retenção de valor no território e as limitações na comercialização.
Também estão entre os principais desafios a dificuldade de acesso ao crédito, o baixo nível de formalização, os gargalos logísticos, a baixa agregação de valor aos produtos e a fragmentação da bioeconomia, além da necessidade de fortalecer as conexões entre mercado, capital e governança.
O território reúne importantes ativos para impulsionar a bioeconomia regional, como cadeias produtivas já estruturadas, agricultura familiar consolidada, cooperativas e associações atuantes e produtos com identidade amazônica.
Também se destacam o potencial para agregação de valor, o turismo de base territorial, a cultura local como ativo econômico, a presença de pequenos empreendimentos da bioeconomia, a organização coletiva existente e as oportunidades de conexão com novos mercados.
O EcoAm apoia empreendimentos que fortalecem a bioeconomia e contribuem para o desenvolvimento econômico do território.





O fortalecimento da bioeconomia em Ji-Paraná acontece por meio da atuação conjunta de produtores, comunidades, empreendedores, instituições de ensino e organizações de apoio.
O EcoAm desenvolve suas ações em Tefe em parceria com instituições que atuam
diretamente no fortalecimento do ecossistema local.
A atuação do EcoAm em Ji-Paraná busca fortalecer o ecossistema da bioeconomia por meio de ações estruturantes para o território.
Entre os resultados esperados estão a realização dos mapeamentos territoriais, hackatonas, formação de jovens em negócios de impacto, aceleração de 11 negócios e investimento de R$ 800.000,00.
Também fazem parte dessa agenda ações de acesso ao mercado, realização de feiras, produção de um minidocumentário territorial, formalização de cinco parcerias institucionais, construção coletiva de políticas públicas, implementação do ciclo da COP 30 e abertura do BioCentro.
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